Recentemente, assisti pela segunda vez o filme de ficção científica “They Live” (“Eles Vivem”). O filme, de 1988, não foi um sucesso de bilheteria, mas é muito interessante sob o ponto de vista de programação mental que discutimos neste blog.
O filme narra a história de um homem comum que encontra óculos escuros especiais, capazes de distinguir alienígenas disfarçados de humanos. Além disso, o personagem principal percebe, através dos óculos, que a maioria dos cartazes com propagandas, panfletos de anúncios e até mesmo programas de televisão continham mensagens subliminares com comandos a serem obedecidos pelas pessoas.
“CONSUMA”, “ASSISTA TV”, “OBEDEÇA”, “COMPRE”, “TRABALHE”, “NÃO PENSE”, “CONFORME-SE” …
O filme também é cheio de programação mental anti-riqueza, mas não quero discutir o filme, e sim a mensagem por trás disso tudo.
Dando seguimento à série de posts “Conta-gotas”, será que existe alguma semelhança do que acabei de relatar acima com o mundo em que vivemos e com a programação a que estamos sujeitos?
Atualmente, vejo pais que, após um longo dia de trabalho, ao invés de dar atenção aos filhos, se colocam diante da televisão para assistir ao noticiário. “Preciso me manter atualizado”, dizem eles, “No mundo atual quem não estiver de posse da informação, não cresce!”, “Não podemos viver alienados do mundo!”… quantas vezes já ouvimos essas mesmas frases?
Conta-gotas…
Como um conta-gotas, essas frases, repetidas ao longo dos dias, meses, anos, se enraízam no nosso subconsciente e se transformam em crenças, neste caso, bastante limitadoras. Afinal, assim também como um conta-gotas, aquele pai ou aquela mãe responsável, que precisa se manter informado(a), recebe uma descarga diária de programação negativa do noticiário! Tragédias, violência, criminalidade, mortes… notícias sensacionalistas e altamente tendenciosas que, tais como aquelas mensagens do filme “Eles Vivem”, nos mantém presos a uma gama de comandos, despercebidos para a maioria das pessoas.
“Ah, não, mas eu tenho pensamento crítico!”, você poderia dizer. Sim, todos nós temos. Mas lamento informar que o nosso subconsciente não negocia, não questiona… apenas executa. E embora você conscientemente possa saber que as notícias visam estimular o consumo, por exemplo, ou que as novelas propagam crenças anti-riqueza, você expõe o seu subconsciente àquela mensagem, dia após dia, mês após mês.
E, depois de um tempo, você começa a dizer que “A violência na cidade aumentou”, sem ter visto ou ter passado por qualquer experiência pessoal que lhe provasse isso. Você começa a se preocupar em contratar ou renovar seu seguro de automóvel com um certo banco ou certa seguradora e não sabe por que, mas “disseram que é a melhor”. Você começa a repetir para os amigos que você precisa de dinheiro para ter dinheiro ou que pessoas ricas são perversas e mesquinhas, somente por não conhecer um exemplo diferente daqueles apresentados nas novelas.
Recentemente, ouvi uma pessoa dizer que ela estava optando por ser bem-sucedida e, para isso, ela estava convicta que teria que abrir mão de sua felicidade!
Vejam o absurdo dessas crenças! E em determinado momento da vida, nosso consciente entra em conflito com a crença limitadora do nosso subconsciente, e ficamos em um impasse. E como continuamos com o conta-gotas negativo diário, a crença limitadora acaba ganhando.
Pessoal, por favor, avaliem o material a que estão se expondo diariamente! Cuidado com aquilo que parece “apenas diversão”. Se você acha realmente necessário se expor a toda essa programação da televisão e dos jornais, dedique um pouco do seu tempo a uma programação positiva. Leia artigos e livros de aprimoramento pessoal (recomendo a leitura de todos os posts “Conta-gotas”). Dedique-se a ser uma pessoa cada vez melhor! A vida não é um mar de rosas e nada é perfeito. Mas você poderá sempre se aperfeiçoar e se tornar uma pessoa cada vez mais próspera.
O que muda entre o dia 31 de dezembro e o dia 1 de janeiro? Para o universo à nossa volta, é apenas mais um ciclo na eternidade. Tudo continua funcionando como deveria funcionar. A natureza continua a agir como sempre agiu e reagiu.
Fico cada vez mais fascinado com o comportamento humano e como somos suscetíveis a influências do coletivo e do modo como a sociedade opera. Recentemente, assisti a um documentário sobre um tema que frequentemente discutimos aqui neste blog: a conformidade. A equipe responsável pelo documentário propunha uma série de experiências simples, com grupos de pessoas, que visavam demonstrar como o comportamento de um único indivíduo era influenciado pelo comportamento de um grupo maior ou de uma regra pré-estabelecida.
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos pelo carinho, pelos elogios e comentários. Saber que vocês ainda estão por aqui, mesmo depois desses meses conturbados, durante os quais não estava escrevendo, é motivo de grande satisfação.
Frequentemente, aqui no blog, escrevo sobre a importância das nossas atitudes e sobre a potencialidade e desenvolvimento do ser humano. Sinceramente acredito que todos nós temos um potencial incrível para vivermos uma vida épica, sem limites, com plenitude e prosperidade.
Em 1932, Aldous Huxley publicou seu clássico “Admirável Mundo Novo”, contendo uma visão hipotética de sociedade do futuro, onde as pessoas seriam condicionadas, em um regime de classes sociais geneticamente definidas, a obedecerem às regras sociais e morais vigentes, sem questionamento. Isso era obtido de forma pacífica, por meio de uma droga denominada soma, pela qual todos trabalhavam e que era ampla e legalmente distribuída, e que produzia uma intensa sensação de felicidade e eliminava qualquer vontade de exercitar um pensamento questionador.