Conta-gotas (IV)

they-liveRecentemente, assisti pela segunda vez o filme de ficção científica “They Live” (“Eles Vivem”). O filme, de 1988, não foi um sucesso de bilheteria, mas é muito interessante sob o ponto de vista de programação mental que discutimos neste blog.

O filme narra a história de um homem comum que encontra óculos escuros especiais, capazes de distinguir alienígenas disfarçados de humanos. Além disso, o personagem principal percebe, através dos óculos, que a maioria dos cartazes com propagandas, panfletos de anúncios e até mesmo programas de televisão continham mensagens subliminares com comandos a serem obedecidos pelas pessoas.

“CONSUMA”, “ASSISTA TV”, “OBEDEÇA”, “COMPRE”, “TRABALHE”, “NÃO PENSE”, “CONFORME-SE” …

O filme também é cheio de programação mental anti-riqueza, mas não quero discutir o filme, e sim a mensagem por trás disso tudo.

Dando seguimento à série de posts “Conta-gotas”, será que existe alguma semelhança do que acabei de relatar acima com o mundo em que vivemos e com a programação a que estamos sujeitos?

Atualmente, vejo pais que, após um longo dia de trabalho, ao invés de dar atenção aos filhos, se colocam diante da televisão para assistir ao noticiário. “Preciso me manter atualizado”, dizem eles, “No mundo atual quem não estiver de posse da informação, não cresce!”, “Não podemos viver alienados do mundo!”… quantas vezes já ouvimos essas mesmas frases?

Conta-gotas…

Como um conta-gotas, essas frases, repetidas ao longo dos dias, meses, anos, se enraízam no nosso subconsciente e se transformam em crenças, neste caso, bastante limitadoras. Afinal, assim também como um conta-gotas, aquele pai ou aquela mãe responsável, que precisa se manter informado(a), recebe uma descarga diária de programação negativa do noticiário! Tragédias, violência, criminalidade, mortes… notícias sensacionalistas e altamente tendenciosas que, tais como aquelas mensagens do filme “Eles Vivem”, nos mantém presos a uma gama de comandos, despercebidos para a maioria das pessoas.

“Ah, não, mas eu tenho pensamento crítico!”, você poderia dizer. Sim, todos nós temos. Mas lamento informar que o nosso subconsciente não negocia, não questiona… apenas executa. E embora você conscientemente possa saber que as notícias visam estimular o consumo, por exemplo, ou que as novelas propagam crenças anti-riqueza, você expõe o seu subconsciente àquela mensagem, dia após dia, mês após mês.

E, depois de um tempo, você começa a dizer que “A violência na cidade aumentou”, sem ter visto ou ter passado por qualquer experiência pessoal que lhe provasse isso. Você começa a se preocupar em contratar ou renovar seu seguro de automóvel com um certo banco ou certa seguradora e não sabe por que, mas “disseram que é a melhor”. Você começa a repetir para os amigos que você precisa de dinheiro para ter dinheiro ou que pessoas ricas são perversas e mesquinhas, somente por não conhecer um exemplo diferente daqueles apresentados nas novelas.

Recentemente, ouvi uma pessoa dizer que ela estava optando por ser bem-sucedida e, para isso, ela estava convicta que teria que abrir mão de sua felicidade!

Vejam o absurdo dessas crenças! E em determinado momento da vida, nosso consciente entra em conflito com a crença limitadora do nosso subconsciente, e ficamos em um impasse. E como continuamos com o conta-gotas negativo diário, a crença limitadora acaba ganhando.

Pessoal, por favor, avaliem o material a que estão se expondo diariamente! Cuidado com aquilo que parece “apenas diversão”. Se você acha realmente necessário se expor a toda essa programação da televisão e dos jornais, dedique um pouco do seu tempo a uma programação positiva. Leia artigos e livros de aprimoramento pessoal (recomendo a leitura de todos os posts “Conta-gotas”). Dedique-se a ser uma pessoa cada vez melhor! A vida não é um mar de rosas e nada é perfeito. Mas você poderá sempre se aperfeiçoar e se tornar uma pessoa cada vez mais próspera.

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Ano Novo, Novo Ano

pular-sete-ondasO que muda entre o dia 31 de dezembro e o dia 1 de janeiro? Para o universo à nossa volta, é apenas mais um ciclo na eternidade. Tudo continua funcionando como deveria funcionar. A natureza continua a agir como sempre agiu e reagiu.

No entanto, milhões e milhões de pessoas usam a passagem de ano para definir uma grande mudança que desejam em suas vidas. É interessante como o Ano Novo representa um marco psicológico na vida das pessoas. As sociedades precisam de rituais de passagem, justamente porque a maioria das pessoas precisa de ajuda para iniciar um processo de mudança. O problema é que tendemos a acreditar que a mudança virá de fora para dentro; esperamos que as condições externas mudem para que nós tenhamos os resultados que almejamos.

Mas, como eu escrevi anteriormente, a passagem de ano, para o universo, é apenas mais um ciclo na eternidade.

Sugiro a leitura do post “A Hora da Virada”, que escrevi no ano passado, na mesma época. Esse post nunca terá data de validade vencida.

Olhe para trás e avalie o que mudou na sua vida. Avalie como foi o ano que passou – mas avalie somente com o intuito de melhorar, e não de se martirizar. Não se vitimize, nunca! A culpa não é do governo, da sua família, da conjuntura econômica do país, da sua empresa, do seu chefe ou da sua conta bancária! Tome responsabilidade pelos seus atos e pela sua vida. Seu mundo muda a partir do momento que você percebe que a mudança deve começar em você!

Perdoe-se. Você não conseguirá mudar nada se você não se perdoar. Enquanto sua mente estiver focada na auto-punição, não haverá espaço para a prosperidade. Entenda que tudo o que passou pode ter deixado marcas, mas está terminado no passado. Todos nós erramos e todos nós temos obstáculos a superar. Enquanto você não se perdoar, não terá aprendido a lição que aquele passado tinha para lhe ensinar. E o universo só coloca um obstáculo mais difícil à nossa frente quando ultrapassamos aqueles que já haviam nos sido presenteados.

A vida é muito curta e ela pode terminar de uma hora para a outra. Viva sempre intensamente! Sempre! Nós só nos arrependemos daquilo que deixamos de fazer. Se você não está fazendo aquilo que ama, se não está construindo aquilo que sempre quis ou se não está satisfeito, acorde!

E para concluir, deixe eu lhe contar uma coisa que talvez você não tenha percebido…

O dia 31 de dezembro e o dia 1 de janeiro são dois dias completamente comuns! Você não precisa pular sete ondas para mudar. Você não precisa esperar o Ano Novo para mudar. Você tem, dentro de você, o potencial incrível de manifestar a prosperidade que você merece, a partir do momento em que você tome essa decisão e comece a construir a sua vida do modo que deseja, com controle, com responsabilidade, com saúde e com a criação de hábitos prósperos para se tornar uma pessoa melhor a cada dia!

Um Próspero Ano Novo a todos!

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Conformidade

andando na linhaFico cada vez mais fascinado com o comportamento humano e como somos suscetíveis a influências do coletivo e do modo como a sociedade opera. Recentemente, assisti a um documentário sobre um tema que frequentemente discutimos aqui neste blog: a conformidade. A equipe responsável pelo documentário propunha uma série de experiências simples, com grupos de pessoas, que visavam demonstrar como o comportamento de um único indivíduo era influenciado pelo comportamento de um grupo maior ou de uma regra pré-estabelecida.

Um dos experimentos consistia em quatro atores, que olhavam fixamente para a copa de uma árvore, até que alguém passava e, por curiosidade, parava para ver o que era tão interessante a ponto de quatro pessoas estarem paradas olhando para um monte de galhos e folhas. Os atores então diziam que estavam vendo uma cobra em um galho! Obviamente, não havia cobra nenhuma, mas os atores insistiam que estavam vendo a cobra, e apontavam e descreviam o movimento do animal… até que a pessoa que não estava vendo nada começa a exclamar entusiasmadamente que realmente está vendo a cobra! E mais: essas pessoas acabavam convencendo novas pessoas de que a cobra estava lá!

Os especialistas explicaram que, na verdade, as pessoas que passavam a ver a cobra não estavam mentindo! Nosso cérebro naturalmente tende a se conformar com o coletivo. Contrariar o comportamento ou opinião da maioria é algo que exige um esforço muito maior. Desta forma, para que houvesse essa conformidade com a maioria (neste caso, os quatro atores), o cérebro criava a visão da cobra, de modo que a pessoa realmente acreditava que estava enxergando o animal na árvore!

O outro experimento interessante propunha o seguinte: em um museu, uma placa direcionava as pessoas a andar somente sobre uma estreita linha vermelha marcada no piso, que havia sido adicionada naquele dia, somente para fins da experiência. E era impressionante que, sem fundamento lógico algum, as pessoas realmente andavam somente sobre a linha! Para ficar ainda mais evidente, a produção do documentário chegou a mudar o padrão da linha, fazendo um zigue-zague e até uma volta ao redor de uma pilastra. E qual foi a surpresa ao ver as pessoas continuarem andando sobre a linha!

O fato mais interessante deste segundo experimento, descrito pelos especialistas, era a área do cérebro ativada quando as pessoas se conformavam à regra. Quando alguém realiza uma ação em conformidade com uma lei ou um padrão pré-estabelecido, e ela tem essa consciência de que está fazendo “o certo”, a área do cérebro ativada é a do prazer, como se estivesse comendo uma barra de chocolate. Em contrapartida, quando uma pessoa se aventurava a pisar fora da linha, ou seja, a ir contra algo pré-estabelecido pela maioria, a área do cérebro ativada enviava uma sensação de auto-punição, como se o próprio cérebro disparasse um sinal de punição por se fazer algo “errado”.

Não descrevi esses dois experimentos à toa. Ambos são seriamente aplicáveis aos assuntos que abordamos neste blog. A conformidade pode ter algumas vantagens… mas na maior parte dos casos, quando não questionada, representa uma séria ameaça à nossa busca pela prosperidade.

Estar em conformidade com a maioria significa, muitas vezes, estar sujeito à mesma programação mental e comportamental da maioria… que leva as pessoas a serem meras peças na grande engrenagem do mundo, sem questionar, sem pensar. E esse é o caminho para a mediocridade e para o desperdício do grande potencial que existe em todos nós.

O primeiro experimento que descrevi mostra como podemos realmente ser programados a acreditar em algo, para não contrariarmos o status quo. E uma vez que realmente começamos a ver a cobra na árvore, fica difícil acreditar que ela não é real, não é mesmo?

O segundo experimento mostra como tendemos a seguir as regras pré-estabelecidas, sem questionar se elas estão coerentes ou de acordo com o que é melhor para nós. Quantas vezes você já fez algo de um jeito porque “sempre foi feito assim” ou simplesmente porque “mandaram fazer de uma determinada maneira”?

Agora traga esses exemplos para a sua vida… quantas vezes você já agiu de determinado modo com medo de se sentir culpado(a) por não fazê-lo? Quantas vezes repetiu o que seus pais ou amigos falavam para você, em um contexto talvez diferente, propagando algo que não mais se aplica ou que não gera nenhum benefício. Quantas vezes se conformou com uma situação de vida porque outras pessoas que passaram pela mesma situação nada fizeram de diferente? A prosperidade está em questionar e saber distinguir o que é certo ou errado para você, em uma determinada situação e em um determinado contexto, respeitando seus princípios e valores.

Lembrem-se sempre que Prosperidade não diz respeito simplesmente a acumular dinheiro ou bens materiais. Prosperidade é um estado mental. É o estado que lhe permite ser a pessoa que você gostaria de ser, de viver uma vida plena e abundante, em todos os aspectos. E este estado passa, NECESSARIAMENTE, pelo desenvolvimento de um pensamento crítico aguçado. E essa deve ser sempre uma das prioridades no nosso contínuo aperfeiçoamento pessoal.

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Primeiro Passo

first-step-artEm primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos pelo carinho, pelos elogios e comentários. Saber que vocês ainda estão por aqui, mesmo depois desses meses conturbados, durante os quais não estava escrevendo, é motivo de grande satisfação.

Vamos ao assunto de hoje!

Toda grande conquista começa com um único ato de comprometimento” – quando li essa frase de Robin Sharma, pensei que ela se desdobrava em alguns aspectos importantes para discutirmos aqui. O comprometimento é sempre a base para atingirmos qualquer objetivo… e normalmente o primeiro passo é o mais difícil. Com certeza vocês já ouviram isso, não? Mas quantas vezes vocês já questionaram por quê?

O primeiro passo pode ser o mais difícil porque, para que ele seja dado, precisamos nos comprometer internamente primeiro. Precisamos colocar foco naquele objetivo e, a partir daquele momento, começamos a transformar algo que estava no campo das idéias para algo concreto. E assim colocamos o universo para agir em nosso favor. Acreditem, não há nada de místico ou metafísico nisso – o modo como decidimos enxergar o mundo cria o mundo que se manifesta para nós.

O que quero dizer é que, a partir do momento em que nos comprometemos com certo objetivo, geramos uma resposta emocional correspondente às ações que precisamos efetuar em direção àquela meta. Isso significa que começamos a filtrar aquilo que interessa e aquilo que não interessa para aquele objetivo. Começamos a ver, ouvir e sentir tudo que possui qualquer ligação com aquele assunto, gerando a impressão de que o universo começa a prover o que precisamos.

No entanto, isso não quer dizer que tudo dará certo ou que a jornada será tranquila! Mas aquele primeiro passo é o alinhamento que precisamos para estabelecermos uma conexão com o objetivo que temos em mente. E a maneira como pensamos determina a maneira como agimos. Portanto, tudo o que necessitamos para atingir aquele objetivo começa a ser traduzido no nosso comportamento.

E talvez neste ponto esteja o aspecto mais importante: TUDO começa a se manifestar, a caminho daquele objetivo, até mesmo os obstáculos. E aquilo que encaramos como problemas ou barreiras a serem vencidas, que muitas vezes nos desanimam e nos fazem desistir, podem ser elementos manifestados a partir do nosso próprio mapa mental e do nosso próprio inconsciente. São exatamente esses obstáculos que contém as lições mais valiosas que precisamos aprender para seguir em frente (vide post “Dificuldade Necessária“).

Frequentemente, escrevo sobre a necessidade de nos responsabilizarmos pelos nossos atos, partindo do princípio de que nós temos o controle sobre as nossas próprias atitudes e, consequentemente, controlamos, direta ou indiretamente, nossas vidas. Culpar elementos externos é frequentemente uma forma de vitimização incompatível com o sucesso ou com a vitória. Muitas vezes, os obstáculos que se colocam à nossa frente são manifestações do nosso próprio sistema de crenças.

Se você tem um objetivo, lembre-se que você precisa se comprometer para dar o primeiro passo. Se esse passo ainda não for dado, dificilmente os problemas para alcançar aquele objetivo surgirão e, portanto, você perderá as oportunidades de se desenvolver e crescer. Este é o caminho para a estagnação e para a mediocridade. A consequência será o arrependimento por nunca ter tentado.

Comprometa-se com o seu desenvolvimento e com o seu sucesso. Abrace os eventos, bons e ruins, que a vida lhe apresentar rumo aos seus objetivos. Eles são fruto do seu sistema de crenças, dos seus valores e das suas atitudes. Seus obstáculos são as suas chances de aprendizado, o que constitui a base do seu crescimento. Ao final das contas, o que importa é a pessoa que nos tornamos.

Todos nós precisamos sofrer a dor da disciplina ou a dor do arrependimento – a dor da disciplina pesa alguns gramas… a dor do arrependimento pesa toneladas.” – Jim Rohn

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Dificuldade Necessária

ObstaclesOs leitores deste blog devem ter percebido que passei um tempo considerável sem escrever novos posts. Durante este tempo, enfrentei um dos períodos mais desafiadores da minha vida profissional, que puseram a teste tudo o que escrevo aqui e mais um pouco. E acho que isso merece um post por si só, porque quando estamos em situações de dificuldade extrema, raramente pensamos nas lições de aprimoramento pessoal que estão nos sendo apresentadas. E quando não pensamos nessas lições, corremos o risco de não aproveitá-las.

Certa vez, um amigo me perguntou como eu conseguia viver de acordo com tudo o que escrevia aqui. Ser congruente com certos princípios tem um preço, assim como o sucesso tem um preço. E é exatamente em pagar este preço que reside uma grande chance de nos desenvolvermos. Uma situação difícil pode ser proveitosa… tudo depende do modo como nós a encaramos. Durante esse período de tempestades aprendi muito… muito mais do que aprenderia em um período de calmaria. E ficou claro que os princípios de prosperidade que procuro compartilhar neste blog se tornam mais evidentes e mais necessários quanto mais difícil for o obstáculo que estamos enfrentando.

Pensando no que enfrentei, posso tranquilamente afirmar e reafirmar alguns pontos muito importantes:

1)       Felicidade é realmente uma questão de escolha, não importa o quão ruim pareça uma situação. Você sempre terá a opção de estar e ser feliz onde estiver. E essa atitude será primordial na solução de quaisquer problemas que estiver enfrentando;

2)       Pouco importa o que lhe acontece. Tudo depende do modo como você reage ao que lhe acontece. Enquanto você não tiver percebido isto, mesmo que intuitivamente, a situação ruim não terá ensinado sua lição;

3)       Situações difíceis são as que mais nos fazem crescer, mas cuidado com seus próprios limites;

4)       Situações muito difíceis nos fazem perceber que problemas passados não eram tão complicados quanto pensávamos.

Seja no campo profissional, na saúde física, na financeira, no campo social ou em qualquer outro aspecto das nossas vidas, sempre estaremos sujeitos à possibilidade de um desenvolvimento contínuo. Isso significa que uma situação complicada que você enfrenta hoje precisa ser superada para que você possa superar uma ainda mais difícil. Mas o MODO como você enfrenta cada uma dessas situações é o que determina se você está tirando proveito, ou não, das chances de auto aperfeiçoamento que a vida está lhe apresentando.

E o MODO como você enfrenta essas situações é um reflexo do modo como você pensa e como você alimenta suas crenças! Então voltamos sempre ao ponto de partida: pensamentos geram sentimentos, que geram comportamentos/ações, que conduzem a resultados.

Não existe uma escada fácil para o sucesso. Se você está enfrentando uma situação que está testando seus limites, seja grato(a), porque é uma confirmação de que você está no caminho do desenvolvimento pessoal em direção a uma vida próspera. E saiba que o modo como você gerencia as suas emoções e o modo como você encara o que acontece serão as chaves para construir suas ações para ultrapassar os obstáculos à sua frente.

Além disso, ninguém obtém sucesso sozinho(a). Pedir ajuda talvez seja uma das lições mais úteis que precisamos reforçar em nossas mentes. Aqueles que já passaram pelo que estamos passando podem nos dar grandes conselhos. A auto-suficiência é um caminho para a arrogância, que destrói qualquer capacidade de liderança.

E por falar em liderança, os desafios que enfrentei deixaram muito claro um princípio que faço questão de reafirmar aqui: a não ser que você aprenda a liderar a si mesmo, dificilmente liderará outras pessoas com sucesso, sobretudo em situações de crise. Liderar a si mesmo significa conhecer seus defeitos, seus limites, suas qualidades e sua capacidade de controlar sua própria inteligência emocional em situações de extrema pressão. Isso definirá, em última análise, a base sobre a qual você irá construir a liderança sobre a sua equipe.

Geramos prosperidade quando resolvemos problemas. Seja qual for o problema que você está atravessando, saiba que ele é uma excelente oportunidade para você crescer. Invista no seu desenvolvimento. Leia, treine, medite, pratique, erre… e lembre-se sempre que prosperidade não é o resultado que obtemos quando ultrapassamos um determinado obstáculo, mas sim um estado mental que nos permite ser a pessoa capaz de vencer.

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Os Dez Arrependimentos

RegretFrequentemente, aqui no blog, escrevo sobre a importância das nossas atitudes e sobre a potencialidade e desenvolvimento do ser humano. Sinceramente acredito que todos nós temos um potencial incrível para vivermos uma vida épica, sem limites, com plenitude e prosperidade.

Neste contexto, o autor Robin Sharma escreveu, em seu livro “O Lider sem Status”, uma parábola sobre liderança. Logo no início da história, o protagonista se depara com “os dez maiores arrependimentos” humanos. Achei que tinha tanto a ver com este blog que preciso compartilhá-los com vocês:

Os dez arrependimentos humanos

1 – Você chega a seu último dia e percebe que a canção genial que sua vida devia ter tocado ainda silencia dentro de você.

2 – Você chega a seu último dia sem jamais ter experimentado o poder natural que habita em você e que lhe permite realizar um ótimo trabalho e conquistar coisas grandiosas.

3 – Você chega a seu último dia e percebe que não inspirou ninguém pelo exemplo que deu.

4 – Você chega a seu último dia cheio de dor, percebendo que nunca correu riscos ousados, por isso nunca teve recompensas brilhantes.

5 – Você chega a seu último dia e compreende que perdeu a oportunidade de alcançar a maestria porque caiu na mentira de que deveria resignar-se à mediocridade.

6 – Você chega a seu último dia e sente o coração partido por nunca ter desenvolvido a habilidade de transformar a adversidade em vitória e o chumbo em ouro.

7 – Você chega a seu último dia se lamentando por ter esquecido que o trabalho tem a ver com ajudar radicalmente os outros, em vez de ajudar unicamente a si próprio.

8 – Você chega a seu último dia ciente de que viveu a vida que a sociedade o treinou para viver, em vez de ter vivido realmente como queria.

9 – Você chega a seu último dia e atenta para o fato de que jamais realizou seu pleno potencial nem desenvolveu o talento especial que deveria ter aflorado naturalmente em você.

10 – Você chega a seu último dia e descobre que poderia ter sido um líder e deixado o mundo de um jeito muito melhor do que o encontrou. Mas recusou a missão porque tinha muito medo. E por isso, fracassou, desperdiçando sua vida.

Nós só nos arrependemos daquilo que não fazemos. Pensem nisso!

Como você quer viver sua vida?

 

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Soma e a Fórmula da Felicidade

Happiness_pillsEm 1932, Aldous Huxley publicou seu clássico “Admirável Mundo Novo”, contendo uma visão hipotética de sociedade do futuro, onde as pessoas seriam condicionadas, em um regime de classes sociais geneticamente definidas, a obedecerem às regras sociais e morais vigentes, sem questionamento. Isso era obtido de forma pacífica, por meio de uma droga denominada soma, pela qual todos trabalhavam e que era ampla e legalmente distribuída, e que produzia uma intensa sensação de felicidade e eliminava qualquer vontade de exercitar um pensamento questionador.

O livro “Admirável Mundo Novo” é muito rico e possibilita inúmeras comparações com a sociedade atual, por vezes nos deixando boquiabertos com a visão de Huxley à frente do seu tempo. Mas hoje eu quis escrever especificamente sobre o aspecto que descrevi no parágrafo anterior, porque fiquei surpreso e incomodado com uma informação que recebi recentemente: um número muito grande de estudantes de uma das mais respeitadas universidades do país parece ter aderido a uma nova “moda”. Para lidarem com a “pressão, estresse e tristezas” oriundos dos cursos, os estudantes estão tomando, regularmente, por conta própria, um medicamento antidepressivo bastante conhecido no mercado. E aparentemente, isso não é uma moda somente destes estudantes e desta universidade.

O antidepressivo em questão é um medicamento controlado que, como todo medicamento, pode ter inúmeros efeitos colaterais. Mas para efeito deste blog e do estudo da Prosperidade, nos interessa e nos é muito mais preocupante o fato de muitas pessoas estarem recorrendo a uma droga em substituição a sentimentos e situações vivenciais necessárias para o desenvolvimento e aprimoramento humano. Além disso, estão propagando essa idéia como sendo correta, moral e necessária, e que, portanto, deve ser uma prática comum.

As quatro emoções básicas do ser humano (medo, raiva, tristeza e alegria) existem para serem vividas, porque de sua vivência tiramos diversos ensinamentos, nos desenvolvemos, criamos e substituímos crenças e formatamos nossa base de valores e princípios com os quais vivemos nossas vidas. Quando decidimos banalizar esses sentimentos e trocar a tristeza por uma falsa alegria induzida por um remédio, algo está errado.

E o interessante é que as pessoas que têm tomado doses regulares de soma, digo, do antidepressivo, nem cogitam que estão se prejudicando! Isso é terrível, porque o prejuízo não é somente da saúde física. Tudo afeta todo o resto. É impossível nos isolarmos de uma emoção e esperarmos resultados coerentes com uma vida plena. Se não sentimos tristeza, se não sentimos pressão, não desenvolvemos competências necessárias ao fortalecimento da nossa inteligência emocional.

Fico pensando o que acontecerá com esses jovens universitários quando ingressarem no mercado de trabalho. Como serão seus processos de tomada de decisões? Se a maior parte de nossas decisões é emocional, que base eles terão para tomar decisões assertivas e coerentes com crenças que lhes levem a caminho da Prosperidade?

Pessoal, não estou aqui fazendo propaganda contra antidepressivos. Estou apenas dizendo que o uso de qualquer medicamento deve se restringir a casos onde realmente são necessários. Tristeza não é depressão! Tenho certeza de que a maioria dos universitários que fazem uso desse antidepressivo não estão doentes. E criar uma moda de usar antidepressivos em larga escala como gerador de alegria é sucumbir à realidade de “Admirável Mundo Novo”.

Infelizmente, sei também que esse problema vai além de um grupo de estudantes universitários. Diariamente, milhões de pessoas procuram em medicamentos a fuga de sentimentos que não querem sentir ou viver. Se você é uma dessas pessoas, pense no que está fazendo com a sua vida. Ao final da vida, nenhum diploma, nenhum bem material, nenhuma conta bancária terá importância. O que importa é a pessoa que nos tornamos. A abundância, em todos os campos da vida, deve ser procurada e manifestada por permitir escolhas que lhe possibilitem se tornar uma pessoa melhor. Se você corta esse processo, impede que a sua vida se desenvolva em sua plenitude. Todas as experiências de vida contribuem para esse fim.

Escolher uma vida de Prosperidade sem momentos de tristeza é o mesmo que perseguir uma vida de sucesso sem fracassos. É impossível. Quando uma pessoa diz que precisa de uma droga para alcançar a vitória, seja qual for o significado disso para a pessoa, ela está usando a droga como desculpa para uma aparente falta de condições de atingir seus objetivos. Se este for o caso, essa pessoa precisa de ajuda para trabalhar tudo aquilo que a impede de conquistar seus objetivos (crenças limitadoras, falta de equilíbrio emocional, medo etc.). Essa, sim, é a atitude correta que gera desenvolvimento.

Acreditar que podemos nos viciar em soma e vivermos uma vida sem problemas é mais uma forma de vitimização. E não existe a possibilidade de sermos vítimas e vitoriosos ao mesmo tempo. A escolha, como sempre, é exclusivamente sua.

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